quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Menestrel



Menestrel


Embriões de coisa alguma
Cobras aladas
Poetas urbanos
As vezes voando
As vezes se rastejando

Mascando sem fome
Estátuas argiliformes
Poetas guturais
As vezes um dia a menos
As vezes um dia a mais

Gambás vaporíferos
Finados frutíferos
Poetas solitários
As vezes em seus palanques
As vezes em seus armários

Vírus contagiosos
De amores litigiosos
Poetas destemidos
As vezes angelicais
As vezes uns pervertidos

Demônios santimoniais
Guardiões dos umbrais
Poetas inocentes
As vezes sobrevivendo
Mas sempre convalescentes

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