sexta-feira, 23 de junho de 2017

Blackbird II



Blackbird II


Meu pequeno melro selvagem 
Distância e o tempo existem
Não são açúcar nem cana
Mas amores puros resistem
Como fio de teia de aran
ha

Tua dor hora exposta
De feitio selvagem e nômade
Teus voos aqui eram aposta
Mas bateram a asa obstante

Vi teu amor mudar de lado
Sin perder la ternura jamás
Vi teu mundo virar quadro
Em minhas horas abismais

Vi teu ninho fazer terra
Numa terra de sangue e glória
Vi teu fruto cessar guerra
De tua alma migratória

Para o samba de domingo
Existência é coisa pouca
No farfalhar de tua asa
E noutra vida menos louca
Quando a dor ainda for pouca
Eu te espero em nossa casa

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